Se não conseguir ver este e-mail, clique aqui.
| |
A semana em revista 15 a 19 jun 2026 | nº 489
| |
| Mais um alerta para a competitividade nacional. O país caiu três posições no ranking mundial do IMD, passando para o 40.º lugar entre as 70 economias avaliadas. Apesar da melhoria no pilar do desempenho económico, onde subiu para a 35.ª posição, há recuos na eficiência empresarial, na eficiência governativa e nas infraestruturas. Acresce o aviso claro do Banco de Portugal: a economia continua a crescer, mas num contexto mais exigente. A previsão de crescimento mantém-se em 1,8% para 2026, mas a inflação foi revista em alta para 3,1%, refletindo a pressão dos preços da energia e a instabilidade internacional. No plano político, o grande tema tem sido a reforma laboral, que acabou hoje por ser chumbada na generalidade no Parlamento. A esquerda votou contra e, apesar das negociações à direita até à última hora, o Governo não conseguiu garantir a viabilização da proposta. E as ameaças estão a crescer, já que Portugal está acima da média mundial em número de ciberataques. O Portal da Queixa diz que há um novo esquema de burla informática por SMS em nome do Ministério da Saúde. Para endereçar uma lacuna crítica no ecossistema nacional de inovação - a fase inicial entre a descoberta científica e a criação de uma empresa com potencial económico, a ANI e a Startup Portugal lançaram um novo programa. Os dados da ANACOM confirmam a elevada conectividade nacional: a fibra já chega a 6,2 milhões de alojamentos, com uma cobertura de 95,4%. E o setor prepara-se para as novas condições de mercado: a MEO obteve o estatuto de empresa em reestruturação e está a negociar a saída de 1.200 pessoas até final do ano. Entretanto, para reforçar a segurança digital, tem novas APIs standard de rede móvel. Já a NOS, com o Mundial a decorrer, anunciou novidades interativas na oferta de TV. A Claranet foi vencedora em duas categorias nos Channel Awards 2026 e o YouTube está a ganhar peso na decisão de compra da peak season dos portugueses, segundo um estudo da Google. Já a DLA Piper foi distinguida com dois prémios nos IFLR Europe Awards 2026. O mais recente Digital News Report Portugal mostra um paradoxo do país: a confiança no jornalismo continua elevada, mas há um afastamento do público das notícias. Na APDC, relembramos que já pode ver todas as Live Talks do Especial Congresso sobre os grandes temas da atualidade tecnológica. E já estamos a preparar novas iniciativas. Estamos entre as entidades organizadoras da 13.ª edição da Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet, que vai decorrer a 30 de junho. Já se pode inscrever para participar. E já temos data para a edição de 2026 do EVOLVE: vai decorrer a 7 de outubro, no Porto. Marque já na sua agenda, pois não pode perder o evento de referência sobre casos reais de transformação digital. Até para a semana!
| | | | |
| Será que é desta? Já há um memorando de entendimento assinado entre os EUA e o Irão, o que veio trazer algum alívio ao mundo. Prevê a cessação mútua de operações militares, o levantamento do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos em 30 dias e a garantia de passagem pelo Estreito de Ormuz durante 60 dias, com uma janela de 60 dias para negociar uma solução final. Mas o compromisso veio acompanhado de uma ameaça de Trump: “se não cumprirem, bombardeamos tudo”. E a Suíça acaba de confirmar o cancelamento das negociações entre EUA e Irão previstas para esta sexta-feira. Mais uma vez, a incerteza é total, num momento em que as relações entre os EUA e Israel se complicam. A reação de Bruxelas é cautelosamente positiva, depois de Ursula von der Leyen ter estado no G7, numa reunião marcada pelo apoio reforçado à Ucrânia, por mais pressões sobre a Rússia, pela segurança das cadeias de abastecimento de minerais críticos e pela governação da IA. Ainda assim, o FMI diz que a economia mundial tem resistido melhor do que o esperado ao choque da guerra no Médio Oriente, mas que os riscos continuam elevados. Bruxelas acaba de alargar a reserva europeia de cibersegurança à Ucrânia, em linha com a parceria digital estratégica entre as duas partes. Mas o ritmo da transformação digital europeia está longe do ambicionado, como mostra o relatório “State of the Digital Decade 2026”. Estão em risco os objetivos definidos para o final da década. E, quando a Irlanda se prepara para assumir a presidência europeia, com a CE a procurar fechar o enquadramento regulatório para redes mais seguras, resilientes e preparadas para suportar a próxima vaga de serviços digitais, o FTTH Council Europe defende que a prioridade terá de ser dada ao Digital Networks Act e ao Cybersecurity Act, considerados centrais para o futuro das redes digitais europeias. A equipa de von der Leyen também se pronunciou sobre a situação da Anthropic, dizendo que reforça ainda mais a necessidade de a Europa acelerar a sua soberania tecnológica. A dona do Claude foi obrigada a suspender os seus modelos de IA mais avançados, depois de ser travada por Washington, por motivos de segurança nacional. Mais de uma centena de especialistas e líderes de gigantes como a Nvidia e a Adobe já pediram a Trump que revogue a decisão. A euforia em torno da SpaceX é grande e a empresa chegou a ultrapassar o valor da Amazon em bolsa, depois de ter anunciado a compra do Cursor. Elon Musk bateu mais um recorde: passou a ser o 1.º trilionário do mundo, com uma fortuna de mais de um bilião de dólares. Já a Meta começou a desfazer a compra da Manus, depois de Pequim ter travado a operação. A Prometheus, criada por Jeff Bezos e Vik Bajaj para a chamada “physical AI”, é agora uma das startups de IA mais valiosas. Já a OpenAI, apesar de ter triplicado as receitas, está longe do equilíbrio, devido aos pesados custos da IA. Para dar resposta ao mercado, a Nokia vai reforçar a produção de chips fotónicos nos EUA. E a Ericsson está a escalar a utilização da IA com uma plataforma da SAP. Já a HP colaborou com a Google para reforçar a interoperabilidade entre dispositivos. A Kyndryl, que reorganizou a sua operação europeia para crescer mais, lançou o AI Orchestration for Business. Também a Microsoft disponibilizou o Copilot Cowork, para levar agentes de IA às empresas. Mas a adoção da IA nas empresas continua longe de corresponder à ambição anunciada, mostra um estudo da Salesforce. E, se a tecnologia está a reorganizar o trabalho, também está a criar duas velocidades distintas, acrescenta a PwC. Já a NTT DATA garante que a eficiência operacional e a IA são os principais motores da inovação tecnológica na energia. A fechar, destaque para o Reino Unido, que se prepara para proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Será uma das mais abrangentes medidas de regulação digital adotadas por uma democracia ocidental.
| |  | | |
|
30 junho | Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet 2026
| |
|
08 julho | Digital Union debate 'Digital Services Act'
| |
|
07 outubro | EVOLVE - Digital Transformation Summit - Anúncio dos Vencedores do Prémio Cidades e Territórios do Futuro
| |
|
22 outubro | SWC LISBOA 2026 - Anúncio dos Vencedores do Women Shaping Tech
| |
|
|
|
|